Kawasaki Ninja 250R vs Zongshen Comet GTR

Publicado por Eric 14 de setembro de 2009 às 13:58

Kasinski Comet GTR 250 EFI

Quem a vê passar nas ruas, imagina logo uma superesportiva. Quando montamos nela, o posicionamento radical leva a crer que seu desempenho será na mesma medida. Mas, tirando o visual, o seu comportamento está para lá de conservador.

A nova GTR recebeu inúmeras modificações entre elas, a adoção da injeção eletrônica, que a deixaram bem mais bonita e gostosa de andar. Mesmo assim, quem espera um desempenho superior aos modelos “convencionais” pode ir tirando o cavalinho da chuva, pois o seu peso elevado não permite um bom desempenho.

A vantagem do motor bicilíndrico aliada a uma boa proteção aerodinâmica, é nas estradas, onde ela abre uma ótima vantagem em relação aos modelos monocilíndricos, mas a posição forçada faz com que o cansaço venha a tona rapidamente. Na cidade, a relação de marcha muito longa, deixa a motocicleta um tanto sem energia e o pouco ângulo de esterço incomoda bastante. As suspensões são bem calibradas, sendo a traseira um tanto dura para as condições do nosso pavimento. O sistema de freios foi dimensionado para a proposta mais esportiva da GTR e seus números foram superiores aos obtidos pela Comet, porém, os discos dianteiros estavam empenados e a dosagem ficou prejudicada.

O câmbio apresenta algumas falhas nos engates, enroscando esporadicamente na hora de aumentar.

O preço de R$ 18.490 está muito além da realidade e a deixa fora da briga com a Kawasaki Ninja que é bem superior e custa R$ 15.550. Sem sombra de dúvidas, a Kasinski terá de rever a política de preços. A cesta de peças (pastinhas de freio dianteiros e traseiras, retrovisor direito, manete de freio e filtro de ar) custa R$ 520.

Kawasaki Ninja 250R

Recém-chegada ao país , a Ninja 250R tem tudo aquilo que o consumidor procura em uma pequena esportiva. Diferentemente da Comet GTR, a Kawasaki realmente entrega um desempenho superior às demais motocicletas deste Master Test. Sua aceleração de 0 a 100 km/h é feita em apenas 7s9, contra 9s8 da CB 300R, a 2ª mais rápida. A GTR cumpre a prova em 10s8. A velocidade máxima é de 155 km/h. Uma ótima marca que permite viajar com muito mais folga do que qualquer outra motocicleta deste comparativo.

O mais legal da “ninjinha” é que ela possui um motor de entrega esportiva, porém, o posicionamento de pilotagem é próximo ao de uma moto de vocação urbana. A suspensão traseira é um pouco mais dura do que o convencional, enquanto a dianteira chega a ser um tanto mole, compensando em parte o conforto. Pesa contra ela também, o pouco ângulo de esterço que não ajuda em manobras. Na hora de abordar as curvas mais rapidamente, apesar de não ser nenhum exemplo, ela é bem superior à GTR quanto à estabilidade. O sistema de frenagens está perfeitamente dimensionado e permite parar com bastante segurança.

Na cidade, ela chega a irritar devido à apatia do motor abaixo de 8.000 rpm, fazendo com que o piloto tenha de reduzir o tempo todo para obter uma resporta menos insossa e, por sua vez, aumentando o consumo. No entanto, acima dessa marca, a moto dá um pulo à frente e mostra a sua veia esportiva.

Já pensou em ter uma Ninja na garagem? Ela pode ser sua por ótimos R$ 15.550. A cesta de peças é cara, custa R$ 626.

Avaliação

  Comet GTR 250 Ninja 250R
PROPULSOR    
RENDIMENTO (10%)    
Aceleração 7,7 10
Retomada 7,2 6,0
Vel. máxima 9,2 10
MOTOR (15%)    
Resposta ao acelerador 7,5 6,8
Entrega de potência 7,2 6,8
Nível de vibração 8,5 9,0
Aspereza 8,5 9,0
TRASMISSÃO(5%)    
Tato e precisão do câmbio 6,5 8,5
Relação de marchas 6,0 7,5
CHASSIS    
COMPORTAMENTO DINÄMICO (20%)    
Estabilidade em retas 8,3 9,0
Estabilidade em curva 6,7 9,5
Precisão da direção 6,8 8,0
Agilidade 5,0 6,5
Suspensões com piloto 7,5 7,5
Suspensões com garupa 7,5 7,5
Distância livre do solo - -
Comportamento frenagem 6,0 8,5
FREIOS(10%)    
Potência dos freios 8,0 9,0
Dosagem dos freios 7,5 8,5
USUÁRIO    
USO DIÁRIO (20%)    
Facilidade para manobrar 5,0 7,0
Sensação de qualidade 7,2 8,0
Posição de pilotagem 5,0 8,0
Prazer ao pilotar 7,0 9,0
Conforto piloto 6,0 7,5
Proteção aerodinâmica 7,2 7,0
Autonomia 9,2 8,8
Equipamentos 8,0 7,5
Acabamentos 8,5 8,0
ECONOMIA(20%)    
Preço de aquisição 6,0 7,0
Consumo urbano 9,0 9,2
Garantia 7,0 7,0
PONTUAÇÃO MÉDIA 7,30 8,05

Medições

  Comet GTR 250 Ninja 250R
ACELERAÇÃO    
KM/H    
0-60 4,3s  - 40,3m 3,5s – 31,2m
0-80 6,8s – 90,4m 5,3s – 65,2m
0-100 10,8s – 198,6m 7,9s – 131,3m
METROS    
0-400 17,7s – 118,3km/h 16,0s – 132,1km/h
0-1000 34,4s – 134,2km/h 31,0s – 150,1km/h
RETOMADAS    
KM/H    
40-60 5,8s – 80,2m 6,3s – 87,4m
40-80 11,3s – 187,8m 12,1s – 199,2m
40-100 16,8s – 325,5m 17,4s – 331,5m
FRENAGEM    
KM/H    
80-0 2,5s – 29,1m 3,0s – 29,3m
60-0 1,8s – 16,3m 2,3s – 16,3m
VELOCIDADE    
KM/H    
Máxima 140,9 Real
158 Indicada
155,3 Real
163 Indicada
DIMENSÕES    
Comprimento 2.095 mm 2.085 mm
Entre-eixos 1.430 mm 1.440 mm
Altura do banco n/d 775 mm
CONSUMO    
Médio no roteiro 30,70 km/l 23,20 km/l
Autonomia média 522 km 327 km
Capacidade 17 litros 17 litros
EMISSÕES*    
Limite** 7,0% 7,0%
CO corrigido 00,88% 02,91%

Medições realizadas no campo de provas da TRW, Limeira, SP

* Emissões aferidas por www.mte-thomson.com.br
** CO Corrigido em % do volume em marcha lenta

Fonte:
Revista Motociclismo

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Comparativos

CB 300R vs Fazer: Parte III

Publicado por Eric 25 de agosto de 2009 às 13:15

A Honda vai “Fazer” a festa?

Em um ano de muitos lançamentos devido às novas regras de poluentes, talvez a CB 300R tenha sido o lançamento mais aguardado pelo público. Pelo visto, as expectativas foram alcançadas com êxito e, como pudemos constatar, poucas críticas podem ser feitas ao modelo da Honda. A nova motocicleta mal chegou à redação e já a colocamos no ringue diante de sua principal rival, a Fazer 250, que recebeu, na versão 2010, uma sonda lambda no novo escapamento para adequar-se ao PROMOT 3, além de novas lentes de piscas e um painel com grafismos alterados. No mais, é a mesma moto lançada em 2006.

No princípio, achamos que o comparativo seria como bater em um bêbado, afinal, comparar uma moto recém-lançada, moderna e com mais cilindrada, contra um modelo que já nasceu carente de um design atraente e menos cilindrada seria vitória fácil para a Honda. Mas a briga não foi vencida por nocaute.

Depois de um dia inteiro de testes na pista, sessão de fotos e avaliações urbanas, constatamos que a Fazer 250 satisfaz em todos os aspectos, mas a CB 300R consegue fazer tudo um pouco melhor. Ficando na marca, é algo como você ficar em dúvida entre a versão básica de um Civic ou a sua versão esportiva SI. Em outras palavras, a CB 300R poderia ser confundida facilmente como a versão R da Fazer, principalmente pelo prazer em pilotar. Os números de vendas até o fechamento da edição (últimos dias de julho) já mostram o cenário que teremos. Enquanto a Honda emplacou 6125 unidades, a Yamaha teve de se contentar com 1523. E olha que a CB 300R só começou a ser encontrada no meio do mês de junho. Talvez em vendas, será o sóbrio batendo no embriagado!

Os pneus mais largos e as linhas da traseira dão robustez às formas, enquanto a traseira da Fazer... deixa pra lá. Quando montamos na motocicleta, encontramos duas posições bem diferentes. Na CB 300R existe uma interação maior e encaixamos melhor as pernas no tanque, por outro lado, na Fazer ficamos mais “soltos” sobre a moto.  No modelo da Yamaha, sentamos “dentro” da moto, e na Honda, ficamos encaixados “sobre” ela, parecendo menor do que é, como numa pequena street-fighter. Mas a Honda, tem alguns pontos falhos que incomodam. A alça do descanso lateral dificulta o acesso ao pedal de câmbio e as borrachas grossas e macias colocadas para evitar vibrações na pedaleira tiram a firmeza do pé. No entanto, o ponto mais crítico é a pouca distância entre as pedaleiras do piloto e do garupa. Se ambos tiverem o pé grande, o garupa vai ter de, literalmente, ficar com os pés de fora.

É possível, por exemplo, apoiar o calcanhar no pedal do garupa estando com o peito do pé na pedaleira do piloto. Fica evidente que a borracha das pedaleiras foi necessária para amenizar as vibrações, pois elas são sentidas no tanque e no guidão. A Fazer é bem superior nesse sentido.
Antes de partir com a moto e olhando alguns detalhes, vemos a modernidade do painel da CB 300R, diante do melhorado – mas ainda antiquado – modelo da Yamaha.

A Fazer tem dois hodômetros parciais, contra um do modelo da Honda, enquanto o relógio digital fica sempre visível na Honda. Os punhos de luz da CB 300R poderiam ser melhorados. Nesse ponto, os da Yamaha são mais bonitos. No mais, o shutter key da CB 300R é um importante aliado contra o roubo, assim como o farol de 55W/60W bem superior ao de 35W/35W da Fazer. No quesito retrovisor, a disputa pende para a Yamaha novamente, pois os modelos cromados da Honda não agradam e têm uma visão ruim.

Mas é na hora de andar quer a modernidade do projeto dá pontos ao novo modelo da Honda, mas a Fazer tem as suas qualidades também.

Mesmo contando com 4 válvulas (contra 2 da Fa\er), o motor da CB 300R gira menos e gosta mesmo é de trabalhar em rotações medianas. Curioso, pois o ganho de cilindrada foi obtido com o aumento do diâmetro e não do curso do pistão. Dessa forma, em rotações altas ele deveria ter mais elasticidade como na Twister e não o contrário como vemos agora. Com certeza, com outras mudanças internas essa questão virou secundária.

Por outro lado, a Fazer tem um motor “elétrico”, com boas respostas em qualquer rotação. Na prática, o desempenho da CB 300R é superior ao da Fazer. Nas arrancadas de farol, a CB 300R dispara na frente fazendo de 0 a 100km/h em 9s76 contra 11s74. A relação mais curta das 1ª e 2ª marcha ajuda nessa marca e deixam a CB 300R mais ágil na cidade.

Nas medições de retomada, tivemos um empate técnico, no entanto, como ele foi feito em 5ª marcha e a CB 300R tem essa marcha mais longa, acabou prejudicada. Contudo, no dia a dia, é evidente a vantagem de torque para o modelo da Honda em qualquer situação. Mas não espere tanta diferença. Em velocidade final, a CB 300R é sensivelmente superior.

Ambos os motores não são os mais suaves, sendo um tanto ásperos, apesar da Fazer ser um pouco mais ruidoso. Para trocar as marchas, o usuário da CB 300R vai ficar feliz com a precisão dos engates, enquanto o dono da Fazer terá problemas, principalmente com o motor quente.

No conjunto ciclístico, as diferenças de proposta aparecem um pouco mais. A Fazer, que sempre foi considerada justa e estável, parece muito mais mole do que a CB 300R, justamente em tocadas mais agressivas. De qualquer forma, isso não é um ponto negativo, pois há quem prefira a maciez do conjunto da Yamaha diante da rigidez até excessiva da CB 300R. Em pequenas irregularidades, enquanto a CB 300R “copia” tudo e transmite ao piloto, a Fazer “flutua” por cima, ganhando em conforto. Em contrapartida, em depressões maiores, o amortecedor da Fazer carece de progressividade e retorna rápido demais, trazendo desconforto. Com garupa, não é difícil acusar o fim de curso devido à maciez. A CB 300R, com seu maior desconforto, acaba ganhando em condução com garupa e estabilidade direcional, além de ser mais estável e permitir maiores inclinações. Mas, no dia a dia, talvez o ideal fosse a maciez inicial da Fazer com a firmeza da CB 300R no último estágio. É como se a CB 300R fosse uma pequena esportiva e a Fazer um sedã de luxo. O garupa fica bem acomodado nas duas motos. Na CB vai com a perna menos dobrada – apesar do problema do especo do pé -, enquanto que as alças da Fazer são mais bem posicionadas. Os da CB poderiam estar mais para trás, pois fica difícil de se segurar em arrancas e frenagens. O banco da CB com um ressalto é mais anatômico e evita que o garupa escorregue.

No quesito freios, a briga fica desigual e, aqui, a CB dá um “coro” na Fazer. Os números de pista até dão vantagem para a Fazer, no entanto, precisamos frear com os 3 dedos e brigar com uma bengala mole para alcançar o melhor número. Com a CB, a dosagem e a potência são superiores e a frenagem é mais estável. No uso cotidiano, com frenagens mais suaves, o conjunto da CB se mostra superior. O sistema traseiro de ambas vem equipado com tambor, porém o da Honda mostrou-se levemente superior. Mas cadê os discos?

O acabamento de ambas é razoável e falta um pouco mais de capricho como o pedal de freio da CB e o sensor do cavalete lateral exposto na Fazer. A pintura, em alguns pontos do chassi, também deixa a desejar. Ambas não possuem trava de capacete, mas o espaço sob o banco é superior na Fazer permitindo guardar uma trava de disco e um par de luvas, por exemplo. A ponteira do escapamento da Fazer descentralizada dá um ar de desleixo por parte da Yamaha. Depois de usar e abusar dos dois modelos, podemos concluir que a CB é claramente uma evolução da espécie. Possui um desempenho superior, assim como o câmbio e o design. No quesito suspensões, há quem prefira uma ou a outra, mas em pisos em, bom estado, a CB também leva. O que não causou uma boa impressão foi o acabamento de ambas. Vistas com mais atenção, fica claro o pouco capricho em itens escondidos.

Os preços praticados são de R$9.800 para o modelo da Yamaha e R$12.000 para o modelo da Honda. No entando, o valor cobrado pela Yamaha ainda é referente ao modelo 2009. Pelo modelo 2010, as concessionárias, em São Paulo, estimam R$12.000. Um valor que deixará a Fazer fora do negócio. Pela diferença, a maioria vai partir para a CB – os números deixam claro -, e a tendência será a Yamaha abaixar, e não a Honda aumentar, até porque o valor cobrado pela marca das asas está em acima da tabela devido  ao ágio.

Concluindo, a CB ganha o comparativo com uma certa folga, mas a Yamaha pode se manter na ativa com um preço menor, tornando um modelo mais barato e proporcionalmente de eficiência comprovada. A CB 300R é realmente a moto da vez, mas custa mais. Contudo, se a racionalidade bater a sua porta e você optar pela Fazer fique tranqüilo que você estará bem servido.

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Comparativos

Comparativo: CB 300R x Fazer 2010 x Ninja 250R

Publicado por Eric 17 de agosto de 2009 às 00:15

Observe estes três modelos e veja que interessante: têm cilindrada equivalente, servem para levar e trazer pessoas ou simplesmente para curtir o melhor que a vida pode oferecer. Embora sejam simplesmente motocicletas, cada uma oferece UM sabor diferente na pilotagem, no uso e, claro, no bolso. A mais apimentada deste trio é a Kawasaki Ninja 250, que entrou no teste com as duas mais vendidas para provar na pista se realmente é a mais esportiva A recém-lançada Honda CB 300R tenta oferecer um pouca deste paladar, revelando um design dos mais esportivos entre os produtos 'nacionais de baixa cilindrada (a Ninia é importada), enquanto a Yamaha Fazer 250 e sua receita arroz-com-feijão pode ser a opção daqueles que precisam, simplesmente, de eficiência Para saboreá-las, colocamos as panelas no fogo, abrimos o gás e descobrimos que as diferenças são menores do que os desenhos sugerem Se você não acredita, vire a página.


Nosso comparativo foi fundo. Passamos um dia inteiro no autódromo do ECPA, em Piracicaba (SP); andamos também por ruas e estradas, com e sem garupa, freamos, deitamos, raspamos joelho, pedaleira e até escapamento no chão. Só não fizemos crash-test. Nas voltas rápidas com as três motos, confesso que quase fui ao chão com a Kawasaki. E a partir daí começaram as primeiras conclusões. E conclusões inéditas, até para os especialistas que participaram deste teste (me ajudaram os pilotos Francis Vieira e Leandro Mello). A Kawasaki Ninja 250 não é tão esportiva quanto suas linhas sugerem. Em segundo lugar, a Honda CB 300R não é tão mais rápida que a antiga Twister 250 e,por último, a Fazer se mostrou mais fácil de pilotar que qualquer outra rival. Justiça seja feita, até mesmo porque olhando estes modelos a Fazer já acena desvantagem. A Yamaha se limitou às mudanças exigidas pelo programa de redução de emissões, usando catalisador e sonda lambda no escapamento, além da reprogramação do sistema de injeção. Para resumir, em uso a nova Fazer está quase igual às produzidas até 2008.

 

Já o problema da Ninja é custar R$ 18.880, quase o equivalente a duas Fazer 250 (R$10.950). E, cá entre nós, ela não é duas vezes mais esportiva que o modelo da Yamaha, a menos que o critério seja visual. A Honda tem valor sugerido de R$ 11.490 em média é vendida em média por R$ 12.500. Para comprovar essa questão de esportividade avaliamos as três concorrentes, monitoradas com cronômetro e GPS, em voltas rápidas. Nesta volta rápida, simulamos o que você poderia fazer, por exemplo, numa estrada sinuosa de serra, naqueles dias em que está atrasado para uma entrevista de emprego.

Veja que surpresa. Com 12 cv a mais que a Fazer e quase 7 cv a mais que a Honda (com motor 300 cc), a carenada e esportiva Ninjinha não foi tão mais rápida como imaginamos. Leandro Mello fez a volta mais rápida com a verdíssima Kawa em 39,5 segundos, contra 39,7 segundos da CB 300R e, logo atrás, 40,3 segundos da Fazer 250. Entre a primeira colocada, a Kawasaki 250, e a última, a Fazer 250, se passaram apenas 8 décimos de segundo, tempo inferior ao que você levou para ler esta frase. Certo que o autódromo do ECPA é bem travado, com curvas de baixa veloci.

Jade seguidas de pequenas retas, mas o fato da CB e da própria Fazer estarem tão perto da Kawasaki sugere o seguinte: no retomadas e freadas, aplausos à ciclística acertada das nacionais CB e Fazer.

Esqueça aquela história de que motor em V é bom para se obter torque, em linha é melhor para potência e assim por diante. Na verdade, a potência gerada por um motor corresponde à quantidade de energia produzida em um intervalo de tempo. É por isso que os engenheiros buscam cada vez mais rotações em seus propulsores, Na MotoGP algumas unidades já chegam a 19.000 rotações por minuto. Girando mais, consegue-se produzir mais energia. A 19.000 giros, um motor de 4 tempos produz 158 ciclos de energia por segundo. Este mesmo propulsor funcionando a 1.000 giros, por exemplo, gera somente 8,3 ciclos energéticos por segundo. Percebeu a pequena (grande) diferença?

Em teoria, um motor "girador" é mais potente que outro similar que gira menos, Dizem os especialistas que o motor não gera potência, e sim torque. E quase verdade, porque o número de potência é uma resultante entre a rotação versus o torque, mas isso é assunto para outra reportagem 0 fato é que a Kawasaki se aproveitou dessa lei para gerar mais potência. Ela simplesmente aumentou a potência gerando mais rotações. Parece simples, mas não, Para tanto, tem dois cilindros, cada um com quatro válvulas (duas de admissão e duas de escapamento) e conta com uma capacidade de aspiração de ar bem maior Tudo isso é fruto de um trabalho focado, não adianta "estourar" as rotações segurando o acelerador que a potência não aparecerá do nada.

E tem ainda outro problema: quanto mais rotações, menor a faixa de torque. Como o motor foi projetado para isso (não dá para ganhar todas...) e os números não mentem. Medidos em GPS, obtivemos os seguintes resultados nas retomadas entre 40 km/h e 80 km/h: 12,8 segundos para a Kawasaki, 10,2 segundos para a Fazer e 9,2 segundos para a CB 300.0 motor da Ninja não é mais potente? Sim, e bem mais potente. Mas a diferença de potência só se dá em altos giros, como em qualquer outra esportiva. Fazer, e principalmente a CB, têm mais agilidade em baixa rotação.

É certo que não existe nada no Brasil que consiga trazer o patamar das superesportivas para, digamos, algo palpável. Palpável, na verdade, para quem está disposto a investir quase R$19 mil na compra de uma motocicleta de 250 cc. A Kawasaki, fora todos seus adjetivos estéticos e dinâmicos, é a única das três capaz de suportar velocidades até 160 km/h reais (CB e Fazer estacionam a 132 km/h). E nada de garupa, que não conta sequer com apoios para as mãos. Neste aspecto, aliás, aplausos para a Fazer, cujo formato do banco é mais confortável para o garupa. A Kawasaki Ninja 250, com seu motor de 33 cv, é sinônimo de potência e status, enquanto a Honda CB 300R é puro design. A Fazer, por sua vez, prioriza a utilidade. Faz quase tudo o que as outras permitem, mas custa menos.

NINJA

 


MOTOR
249cc, dois cilindros paralelos, quatro válvulas por cilindro, duplo comando no cabeçote (DOHC) e refrigeração líquida Diâmetro x cua, . 62 mm
x 41,2 mm Taxa de compressão: 11,6: 1 Potência: 33 cv a 11.000 rpm Torque: 2,24 kgf.m a 8.200 rpm Alimentação: Injeção eletrônica Câmbio, seis marchas

CICLÍSTICA
Quadro: aço Suspensões: garfo telescópico na dianteira e monoamortecida a gás com cinco regulagens de pré-carga na traseira Pneus: 110/70-17 na dianteira e 130/70-17 na traseira

FREIOS
Dianteiro: disco de 290 mm e pinça de dois pistões
traseiro: disco de 220 mm e pinça de dois pistões

DIMENSÕES / PESO
Comprimento: 2.085 mm Largura: 715 mm Altura do banco: 790 mm Altura total: 1,115 mm Altura livre do solo: 135 mm Entre-eixos: 1.400 mm Peso: 170 kg 152kg (a seco)
ONDE ENCONTRAR
www.kawasakibrasil,com.br
Preço médio: R$18.800 R$15.500 (em São Paulo)

CB 300R


MOTOR
291,6cc, um cilindro, quatro válvulas, comando duplo no cabeçote (DOHC) e refrigeração a ar Diâmetro x curso: 79 mm x 59,5 mm Taxa de compressão: 9,0:1 Potência: 26,53 cv a 7.500 rpm Torque: 2,81 kgf.m a 6.000 rpm Alimentação: injeção eletrônica Câmbio: cinco marchas

CICLÍSTICA
Quadro: berço semiduplo Suspensões: garfo telescópico com 130 mm de curso na dianteira e monoamortecida com 105 mm de curso na traseira Pneus: 110/70-17 na dianteira e 140/70-17 na traseira

FREIOS
Dianteira: disco de 276 mm com pinça de dois pistões Traseira: tambor de 130 mm

DIMENSÕES / PESO
Comprimento: 2.085 mm Largura: 745 mm Altura do banco: 781 mm Altura total: 1.040 mm Altura livre do solo: n,d. Entre-eixos: 1.402 mm Peso: 143 kg (a seco) Tanque de combustível: 18 litros

ONDE ENCONTRAR
www.honda.com,br
Preço médio: R$ 12.500

FAZER

 

MOTOR
249 cc, um cilindro, duas válvulas, comando simples no cabeçote (OHC) e refrigeração a ar e óleo Diâmetro x curso: 74,0 mm x 58,0 mm Taxa de compressão: 9,8:1 Potência: 20,7 cv a 7.500 rpm Torque: 2,1
kgf.m a 6.500 rpm Alimentação: injeção eletrônica Denso Câmbio: cinco marchas

CICLÍSTICA
Quadro: berço duplo Suspensões: telescópica na dianteira com 120 mm de curso, traseira mono-amortecida com cinco regulagens e 120 mm de curso Pneus: 110/80-17 Pirelli Sport Demon na dianteira e 130/70-17 Pirelli Sport Demon na traseira

FREIOS
Dianteira: disco de 282 mm com pinça de dois pistões Traseira: tambor, com 130 mm na traseira.

DIMENSÕES / PESO
Commprimento: 2.025 mm largura: 745 mm Altura do banco: 805 mm Altura total: 1060 mm Entre-eixos: 1.360 mm Peso:137 kg (a seco) Tanque de combustível: 19,2 litros

ONDE ENCONTRAR
www.yamaha-motor.com,br
Preço médio: R$10.950

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Comparativos

Yamaha Fazer contra Honda CB 300R: Parte II

Publicado por Eric 05 de agosto de 2009 às 21:01

Imagine dois amigos, um com a nova Honda CB 300 e outro com a Yamaha Fazer 250 2009, que recebeu novo escapamento com catalisador e mudanças no painel. 0 da CB deve pensar que por ter a moto mais potente, com quase 6 cv a mais que a Fazer, andará sempre na frente? Para acabar com as dúvidas rodamos com as motos na cidade, estrada, pista e viajamos até São Sebastião, no Litoral Norte Paulista.

Abastecemos as motos e zeramos os hodômetros parciais das duas para que o consumo de combustível pudesse ser calculado. Já notei que o painel da Fazer oferece duas parciais, enquanto a CB 300 dispõe de apenas uma. Na Fazer há também a função fuel trip, que indica quantos quilômetros já foram rodados com o tanque na reserva, dado também inexistente na CB que apenas informa que a moto está na reserva. Prendemos as mochilas com a ajuda de redes elásticas e percebemos que há certa dificuldade para travar os ganchos na CB, por falta de pontos de fixação. Na Fazer, atar a bagagem é mais fácil por que os furos que há nas hastes das pedaleiras do garupa estão mais perto do banco.

Ainda pensei em ajustar a carga mola traseira da Fazer para garantir o bom trabalho da suspensão que teria a árdua tarefa de sustentar pilotos que pesam entre 80 e 90 kg, fora as mochilas com cerca de 5 kg. Desisti da idéia quando notei que seria preciso um contorcionismo para ter acesso à mola em ambas as motos. Calibramos os pneus e partimos para descobrir se a CB 300 deixaria a Fazer para trás.

Peso 10 kg a menos que Leandro Mello, meu companheiro de viagem, por isso comecei a viagem a bordo da Fazer e combinei que trocaríamos de moto de em trecho, evitando assim que os resultados de desempenho e consumo fossem deturpados. A saída do posto foi a primeira situação na qual potência e Iorque são bastante aproveitados para sair da inércia e logo atingir a velocidade limite da rodovia. E foi nesta saída que a CB 300 revelou ser um pouco mais rápida. Até que a Fazer atinja os 120 km/h a CB 300 se posiciona à frente por alguns metros.

A manhã de sexta-feira ainda escondia o sol, na estrada havia poucos carros, o suficiente para fazer com que ultrapassagens fossem necessárias durante toda a viagem. Nessas situações, com as motos próximas de 100 km/h, as retomadas da CB 300 não deixavam a Fazer para trás. Quando estava na frente nessas situações, dificilmente o Leandro com a CB 300 conseguia me ultrapassar.



Aproximamos as motos para conferir os conta-giros e a grande surpresa foi a comprovação de que, rodando a 120 km/h em quinta marcha, o motor da Fazer está girando a 8.500 rpm, 1.000 giros a mais que o da CB 300 na mesma velocidade. Com mais cilindrada, significa que a CB se esforça menos para acompanhar a Fazer. Paramos, trocamos as motos e nos sincronizamos novamente a 120 km/h. Além das rotações se manterem maiores, o novo motor de 300 cc da CB também mostrava que vibra mais que o motor da Fazer. E não é só, o nível de ruído do escapamento é mais acentuado, bem como o da relação coroa e pinhão), o que já acontecia com a Twister. Mais silêncio na estrada se traduziu em mais conforto ao longo das centenas de quilômetros.

Depois que trocamos de motos ficou evidente também a enorme diferença entre os campos de visão dos espelhos retrovisores. Na CB, os espelhos firam na altura do ombro e dificultam enxergar o que acontece atrás da moto, enquanto na Fazer os espelhos mais altos e distantes do piloto permitem um campo de visão mais amplo.

Chegando às curvas da Rodovia Rio-Santos (BR-101), que liga os litorais Norte e Sul de São Paulo, as motos seriam mais um papo sobre as motos, comentar as curvas fechadas que mereciam melhor sinalização na estrada e dar uma boa relaxada, saímos juntos em cada moto para avaliar o conforto do garupa. Dife­rente de motos esportivas e algumas motos custom, em qualquer uma das duas você pode chamar um amigo ou a namorada para te acompanhar sem medo de reclamações. Nas duas o banco é macio e a suspensão contribui para o conforto. Neste teste a Fazer mar­cou outro ponto, pois tem duas vanta­gens: a suspensão traseira possui 120 mm de curso contra os 105 mm da CB 300, além da maior distância entre as pedaleiras do piloto e do garupa. Na CB esta distância é pequena e faz com que os calcanhares do piloto encostem nos pés do garupa.

O mau tempo deu uma trégua para apreciarmos o mar da pequena praia de Paúba, em São Sebastião (SP). No retorno continuamos trocando as motos e fizemos outros testes de velocidade máxima, que só serviram para confirmar os resultados anteriores. Anoiteceu durante o caminho, e a CB marcou seu ponto com ajuda da lâmpada de 55 watts usada no farol, mais potente que o também eficiente da Fazer, que usa lâm­pada de 35 watts. A leitura do painel no escuro também rende mais um pontinho para a CB 300, a cor laranja do display digital do velocímetro e o tamanho dos números do conta-giros são mais fáceis de visualizar que no novo painel da Fazer, agora com números menores e na cor vermelha.

Antes de guardarmos as motos na garagem, já em São Paulo, rodamos alguns quilômetros em plena hora do rush. No cenário urbano, a diferença de motor aparece e permite à Honda sair na frente nos semáforos e arrancar com mais vigor para ultrapassagens a baixa velocidade. Na cidade, a Fazer se desta­ca pela agilidade proporcionada pelo esterçamento do guidão e os pneus mais finos que da nova CB (110 e 130 contra 120 e 140, respectivamente).

Terminamos nossa acelerada viagem17,28 km/litro contra 14,05 km/litro da CB. Para nós ficou prova­do que dois amigos viajando juntos chegarão também jun­tos, sem que um tenha que esperar o outro. Portanto, se você está pensando em comprar uma delas terá de tomar a dura decisão entre os R$12,5 mil da chama­tiva Honda e os R$11 mil (ambos preços finais praticados pelas concessionárias) com ótima relação custo-benefício da Fazer.

 
Fonte: Duas Rodas

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Comparativos

Yamaha Fazer contra Honda CB 300R

Publicado por Eric 03 de agosto de 2009 às 22:23

Quando publicamos o último comparativo entre a antiga Twister 250 e a Fazer 250 (julho de 2008). a Honda mais rápida na aceleração e na velocidade máxima. A explicação estava na diferença de potência, maior na Twister. Já nos testes de frenagem, retomada de velocidade e estabilidade em curva a Fazer levou a melhor. 0 lançamento da CB 300R, com injeção eletrônica e aumento da capacidade volumétrica do motor, merece um segundo "round" nessa disputa de medições com GPS, fita métrica e muito cálculo. E a resposta que conseguimos não foi quanto a Twister 250 melhorou como CB 300. Porque nem tudo está melhor...



Vamos ao que interessa, a pergunta que mais escutamos desde o lança¬mento da CB: qual é a velocidade máxima? Medimos nas duas motos e em dois sentidos, para calculamos a média anulando qualquer influência do vento. Pode se levantar, gritar palavrões, mas a verdade é que os aumentos de cilindrada e 2 cv de potência não se refletiram na velocidade máxima da CB 300. A nova Honda alcançou 130 km/h reais, contra os 132 km/h também reais da Yamaha Fazer 250. Nas decidas, quando a Fazer atinge 137 km/h, a vantagem pode se reverter para a CB por causa do corte de ignição a 10.500 RPM (10.000 RPM na Yamaha).

O "pai" dessa queda de velocidade tem nome e sobrenome conhecidos, chama-se Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (vulgo Promot). A terceira fase do programa ampliou consideravelmente as restrições sobre o antigo motor 250 lançado em 2001, principalmente pelo catalisador no escapamento. 0 amaciamento do motor também pode ter influenciado nos testes, já que a CB estava com 230 km rodados e a Fazer com 10.116 km. Mantendo o foco no desempenho, é hora de falar em aceleração. Foi a vez da CB 300R começar a dar o troco na Yamaha. Acelera até os 100 km/h em 11,70 segundos, contra 12,85 segundos da Fazer. Tanto em números quanto visualmente, 1,15 segundo significa uma diferença razoável de desempenho.

E nessa situação que a diferença de cilindrada fala mais alto, nas acelerações e retomadas em baixos e médios giros. 0 aumento de Iorque em baixas rotações, de 2,48 para 2,81 kgf.m, torna possível utilizar a quinta marcha a partir de 50 km/h sem que ocorram aqueles "trancas";como na Twister 250. 0 que ainda não é suficiente para bater a Fazer em conforto e necessidade de trocas de marcha a baixa velocidade. A Yamaha sempre se mostrou mais ajustada para baixas rotações (o motor usa duas válvulas, com menor potência máxima, contra as quatro da Twister e da CB). Praticamente em qualquer rotação ou marcha o motor da concorrente 250 está "cheio" e não dá trancos, mesmo trabalhando abaixo da faixa útil de utilização. A essa altura todos os envolvidos no teste já estavam surpresos, pois com maior cilin¬drada esperávamos que a Honda fosse superior tanto na aceleração como na velocidade máxima. A Honda acelera mais rápido e a Yamaha é mais veloz, mesmo com 5,5 cv a menos.



No comparativo anterior, entre a Twister 250 e a Fazer 250, a Yamaha levou a melhor em todas as frenagens realizadas. Desta vez, os valores nos deram um panorama diferente desde a primeira medição. Para as baterias de tese realizamos o seguinte método: primeiro velocímetros são aferidos, para que a variação da velocidade indicas não influencie no resultado – portanto, a  velocidade aplicada no momento da frenagem é a real, informada pelo GPS. As condições de frenagem são as melhores possíveis, com pista seca, asfalto aderente, plano e limpo, com piloto utilizando os dois freios da melhor forma possível. Fizemos, no mínimo, cinco medições para cada velocidade. As melhores e piores são desconsideradas e as médias estabelecidas, para frenagens a 40 km/h, 60 km/h e 80 km/h.

As primeiras medições já mostravam que os freios da sucessora da Twister estão melhores, e os números foram acima do esperado. A 40 km/h a CB 300R precisou de apenas 5,66 metros contra 6,55 metros da Fazer 250, que anteriormente deu um banho na Twister (precisou de 7,75 m para frear). A 60 km/h a vantagem ainda era grande para a CB 300R, que parou em 10,88 metros, ante 13,12 metros da Fazer.

Apósos primeiros testes de frenagem, foi preciso esperar o disco de freio da CB 300R esfriar, uma vez que o sistema já estava superaquecido e comprometia diretamente na eficiência das frenagens. Alguns minutos de espera e na frenagem a 80 km/h a vantagem permaneceu com a CB: 21,83 metros contra 22,88 metros da Fazer. Um fator que contribuiu para a melhora nas frenagens da Honda foi a substituição dos pneus Pirelli MT 75 pelos Pirelli Sport Demon, mais aderentes ao asfalto. É importante salientar que a diferença de largura do pneu traseiro, 140/70 na CB 300 e 130/70 na Fazer 250, praticamente não influencia os resultados. Na mão de quem pilota a diferença está na maior intensidade do freio Honda, desde o início, enquanto na Fazer o processo é mais lento e progressivo.

Durante as tomadas de aceleração aproveitamos a curva de retorno da pista para comparar a estabilidade que as suspensões oferecem. Nesse quesito a Fazer 250 continuou levando a melhor. As suspensões da Yamaha, com 120 mm de curso na dianteira e na traseira, mostraram maior progressividade e oferecem equilíbrio ao conjunto. A CB 300R melhorou em ciclística se comparada à Twister, já o comportamento das suspensões com 130 mm de curso na dianteira e 105 mm na traseira pouco mudou. Os novos ajustes reduziram o mergulho da suspensão dianteira e transmitem mais estabilidade à traseira.

É comum percebermos que a troca de um pneu traseiro original por outro mais largo acarreta alguma dificuldade nas inclinações e mudanças de direção. Às vezes, a estabilidade nas curvas também é comprometida. Como a CB 300R foi projetada para utilizar um pneu mais largo na traseira, 140/70-17 em vez do 130/70-17, o resultado é uma moto estável nas curvas sem perder a maneabilidade do conjunto - com um ganho estético, de quebra. Sá que pneus mais largos são também mais caros. Em média os preços são R$ 280 e R$ 310.

A conclusão do comparativo é que a CB 300R, embora mecanicamente semelhante à antiga Twister 250, é mais rápida na aceleração, menos veloz na velocidade máxima e tem freios melhores que a principal concorrente, a Fazer 250. O preço da novidade (e do motor 300 cc) é até 30% maior que o da Fazer: os valores nas concessionárias estão cerca de R$1000 maiores para a CB e até R$100 menores para a Fazer. Aproveitando a onda da novidade, alguns concessionários Honda pedem até R$13.000 pela CB. No segundo semestre, as duas ganharão versões flex.

As concorrentes


Ninja 250R

A Ninjinha é indiscutivelmente charmosa esmerada no acabamento. 0 porte esportiva 600 cc também é inegável. Contudo, ao contrário do que a aparência pode sugerir, foi projetada para oferecer uma posição confortável, que viabiliza até o uso cotidiano, sem obrigar o piloto a se curvar sobre o tanque. Tecnicamente, segue especificações de uma 250 como a Fazer, mas com uma característica particular: o motor de dois cilindros paralelos tem menos vibrações em baixa rotação. 0 preço do design esportivo, com desempenho semelhante de uma naked 250, é de R$18.800.

Kasinski Comet

Produzida pela sul-coreana Hyosung e montada no Brasil, a Kasinski tem características diferenciadas das concorrente. É quase 20 kg mais pesada e usa motor dois cilindros em V. As relações de marcha longas permitem que a moto atinja 157 km/h, com alguma paciência. E ao contrário do que sugere o motor em V, a Comeu perde para as concorrentes principalmente no torque, ou seja, a moto demora mais a responder nas acelerações (também por ser mais pesada), o que a torna uma menos adequada para uso urbano. O preço é maior, de R$14.490.

Fonte: Duas Rodas


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Comparativos

Comparativo Kasinski (Hyosung) GTR x Kawasaki Ninja

Publicado por Eric 13 de julho de 2009 às 01:27

Quando um europeu consegue a primeira habilitação não pode comprar uma esportiva de 1.000 cc. Existem restrições ao tempo de experiência, que criaram a categoria das pequenas esportivas, da qual fazem parte Kawasaki Ninja 250 e Kasinski GT-R 250 (na Europa, Hyosung). O design esportivo faz tanto sucesso lá quanto no Brasil, como prova o número de cartas e e-mails recebidos pela redação da revista nos últimos meses, perguntando por estas duas 250. Apesar da Ninja 250R ainda chegar em pequeno número por importadores independentes, já são freqüentes as dúvidas e sugestões de um comparativo entre as duas. Para antecipar todas as respostas, antes mesmo do lançamento oficial no País, viajamos a Florianópolis (SC) e levamos a Comet para um teste com o proprietário de uma Ninjinha, o leitor Emídio Ribeiro. 



O ponto de encontro foi a Rodovia Interpraias, que liga Itapema e Balneário Camboriú, antes de Florianópolis. Nos cumprimentamos, estacionamos as motos lado a lado e pedi a ele que me contasse suas impressões. A Kasinski impressionou pela esportividade, usa componentes comuns a Comet 650 como tanque, carenagem, freios, painel e até parte do quadro e suspensões. Aparenta ser uma moto maior, quase uma grande esportiva. "A GT-R impressiona à primeira vista, parece até mais esportiva que a minha Kawasaki", admitiu Emídio. Já a Kawasaki é o resultado de um projeto que nasceu para ser uma 250, que oferece conforto e maneabilidade com visual esportivo, sem exageros. Possui banco em dois níveis e carenagem integral com a mesma identidade das grandes esportivas Kawasaki, mas que permite se manter ereto e pilotar confortavelmente. O acabamento também faz jus à tradição do nome Ninja: plásticos, encaixes e pintura impecáveis, com materiais de qualidade visivelmente melhor. Na Kasinski, chama atenção a falta de cuidado na fixação da rabeta, unida por dois parafusos aparentes atrás do assento. Alguns minutos depois, rodando de volta no sentido Norte, agora com as duas motos, as hastes dos retrovisores da GT-R insistiam em se movimentar com a força do vento.

O duplo disco de freio na Kasinski vão além da estética e apresentaram um poder de frenagem maior que sua concorrente verde



As posições de pilotagem são distintas, a Kasinski reforça a primeira impressão de esportividade, enquanto a Kawasaki tem uma proposta de moto urbana que privilegia o conforto e a agilidade, como já fazem supor os pneus com as mesmas medidas de uma street 250. Os semi-guidões da GT-R, fixados abaixo da mesa, projetam o piloto para frente, que quase se debruça sobre o tanque. O banco relativamente baixo (780 mm de altura) e as pedaleiras recuadas impõem uma posição de pilotagem esportiva. Na Kawasaki, o contrário: semi-guidões fixados acima da mesa, banco 10 mm mais alto (790 mm) e pedaleiras mais à frente. O resultado é uma posição de pilotagem agradável, com braços relaxados e pernas menos flexionadas.

A prática e a impactante


Outra diferença está na suspensão dianteira. A GT-R utiliza bengalas invertidas com tubos de 41 mm na dianteira, o que ocasionou um menor ângulo de esterço e aumento de peso. Na Kawasaki a suspensão dianteira é tradicional e o uso de tubos de 37 mm possibilitam maior ângulo de esterço do guidão. Na traseira ambas são monoamortecidas, com regulagem apenas na pré-carga da mola. Mesmo mais cara, muitos detalhes ausentes na Ninja dão vantagem a GT-R: regulagem de distância do manete do freio, útil para pilotos com mãos pequenas, e as pedaleiras do piloto ajustáveis na altura e distância.

O painel de instrumentos da GT-R sugere esportividade, agrega conta-giros de leitura analógica a um conjunto de velocímetro, marcador de combustível, hodômetros e luzes espia num mostrador de cristal líquido. Já na Kawasaki todas as informações são oferecidas por um painel analógico composto por três mostradores de aspecto clássico, com conta-giros, velocímetro, marcador de combustível e temperatura do motor. "Sem entrar no mérito de precisão e facilidade de visualização, ao menos na estética o painel da Kasinski é mais bonito", comentou o leitor. Em números, a Ninja é 17 kg mais leve que a concorrente, o que já fazia diferença no simples ato de retirá-las do apoio lateral. A grande diferença de peso -- 154 kg da Ninja contra os 171 kg da GT-R – se reflete também no desempenho e na ciclística, com vantagem para a verdinha.



Os turistas curtiam o sol à beira mar quando atravessamos o trecho urbano de Balneário Camboriú. Para rodar entre os carros a Kawasaki mostrou agilidade, que se deve em parte ao pneu traseiro 130/70- 17 (mesma medida utilizada na Honda Twister 250) e também ao menor peso. Já a GT-R não apresenta a mesma desenvoltura, devido ao maior peso, o guidão que não facilita as manobras e o pneu mais largo na traseira (150/70-17). Ambas utilizam as mesmas medidas de pneu na frente, 110/70-17. Porém, nas curvas mais rápidas da Interpraias a GT-R ficou à vontade. A posição de pilotagem esportiva e o pneu mais largo transmitem mais segurança em velocidades elevadas, tornando o comportamento da moto mais estável e previsível. Para o uso diário o conjunto ciclístico da Ninja é sem dúvida mais equilibrado, pois alia agilidade e conforto. Falando em conforto, levar garupa na Ninja só em último caso, já que o espaço é pequeno e o assento duro, como numa verdadeira esportiva. No exterior, entre uma ampla linha de acessórios existe até a tampa para cobrir o assento e deixar a aparência mais racing. Já a bagagem conta com a ajuda de ganchos para a fixação dos elásticos. Nesse quesito a GTR sacrifica menos o garupa, embora também não seja confortável: tem mais espuma e alça para se segurar.

Chocha

Nos motores, apesar de semelhanças como a utilização de dois cilindros e oito válvulas (quatro por cilindro), as arquiteturas e comportamentos são completamente diferentes. A GT-R 250 utiliza motor de dois cilindros posicionados em V a 75º com refrigeração mista de ar e óleo e alimentação por carburador. A potência máxima declarada é de 32,5 cv a 10.000 rpm e o torque máximo de 2,16 kgf.m a 7.500 rpm. O motor da Kawasaki possui dois cilindros paralelos e o movimento alternado dos pistões ajuda na diminuição da vibração. A alimentação também é feita por carburador (a versão que será importada oficialmente terá injeção eletrônica), mas usa refrigeração líquida. A potência máxima é de 31 cv a 11.000 rpm e o torque de 2.24 kgf.m surge a 8.200 rpm.


Ainda que os números dêem vantagem à GT-R, na prática foi justamente o motor que não ofereceu a mesma esportividade sugerida pela ciclística. Falta torque para retomadas em baixa rotação e o desempenho nas altas rotações é comprometido pelo maior peso e uso do pneu mais largo na traseira, que aumenta a resistência à rolagem. "O desempenho da Ninja é sem dúvida melhor", comentou Emídio Ribeiro, ao descer da GT-R. Na Ninjinha, a sensação é de um motor mais solto. O índice de vibração é quase imperceptível e como há torque presente desde as baixas rotações, com o menor peso tudo fica mais fácil.

No caminho de volta a Florianópolis, sentido Sul, a serra até a Baía de Tijucas privilegiou quem estava com a Ninja. Além de desfrutar de mais conforto, ainda tinha a vantagem de trocar menos de marcha mesmo com o câmbio de seis velocidades. Isso devido ao torque mais linear, que pedia menos reduções. Na GT-R, o câmbio de cinco marchas é constantemente utilizado e as relações são mais longas. "Se não trabalhar o motor com giro alto a GT-R fica chocha", comentou o leitor.

Na hora de frear a GT-R mostra que seus freios não possuem apenas efeitos estéticos. Os dois enormes discos de 300 mm na dianteira, com pinça de dois pistões, e disco de 230 mm na traseira também com pinça de dois pistões (os mesmo utilizados na Comet 650), apresentam desempenho digno de grandes esportivas, porém no início são bruscos e podem assustar os distraídos. A Ninja, com um disco de freio de 290 mm na dianteira e disco de 220 mm na traseira, ambos com pinça de dois pistões, também oferece segurança nas frenagens. O conjunto apresentou funcionamento mais suave e progressivo.

Assim como na Europa, a Kawasaki é cerca de 20% mais cara que a Kasinski. O preço sugerido da GT-R no Brasil é de R$ 17.399, quando a Ninjinha é encontrada apenas nos importadores independentes por R$ 21.000. Em breve o modelo será comercializado pela Kawasaki do Brasil, porém o preço oficial ainda não foi divulgado.

O ponto de encontro foi a Rodovia Interpraias, que liga Itapema e Balneário Camboriú, antes de Florianópolis. Nos cumprimentamos, estacionamos as motos lado a lado e pedi a ele que me contasse suas impressões. A Kasinski impressionou pela esportividade, usa componentes comuns a Comet 650 como tanque, carenagem, freios, painel e até parte do quadro e suspensões. Aparenta ser uma moto maior, quase uma grande esportiva. "A GT-R impressiona à primeira vista, parece até mais esportiva que a minha Kawasaki", admitiu Emídio. Já a Kawasaki é o resultado de um projeto que nasceu para ser uma 250, que oferece conforto e maneabilidade com visual esportivo, sem exageros. Possui banco em dois níveis e carenagem integral com a mesma identidade das grandes esportivas Kawasaki, mas que permite se manter ereto e pilotar confortavelmente. O acabamento também faz jus à tradição do nome Ninja: plásticos, encaixes e pintura impecáveis, com materiais de qualidade visivelmente melhor. Na Kasinski, chama atenção a falta de cuidado na fixação da rabeta, unida por dois parafusos aparentes atrás do assento. Alguns minutos depois, rodando de volta no sentido Norte, agora com as duas motos, as hastes dos retrovisores da GT-R insistiam em se movimentar com a força do vento.

O duplo disco de freio na Kasinski vão além da estética e apresentaram um poder de frenagem maior que sua concorrente verde No acabamento a Kawasaki leva clara vantagem e o funcionamento do motor é mais linear

Fonte: Duas Rodas

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