Olá, meu nome é Chris Young e eu moro em Auburn, Alabama. Dirijo motocicletas há 19 anos e superbikes há mais de 10. Costumo pegar a estrada com minhas duas motos, uma CBR 900RR e uma TL-R.
Considero-me um bom piloto com uma boa cabeça em cima dos ombros. Caí algumas vezes, talvez três ou quatro, duas vezes totalmente equipado e duas vezes sem proteção alguma. Em 1992, quando eu era novo no mundo das superbikes e não tinha nenhum equipamento de proteção, alguém bateu na minha moto me mandando para o chão, fugindo sem prestar socorro. Por sorte, muitas pessoas pararam e me levaram para casa com um calcanhar quebrado e alguns arranhões, mas sem precisar ir para o hospital. Agora, neste último acidente que vou relatar, espero despertar em você a consciência que talvez o faça pensar um pouco mais antes de sair para um passeio.
Eu conversava rapidamente com um amigo naquela noite. Estava abastecendo meu carro no posto de gasolina quando percebi que deixei todo dinheiro em casa. Então, meu celular ficou com o caixa enquanto voltava para pegar o dinheiro. Uma vez em casa, pensei como a noite estava bonita e decidi que iria voltar ao posto de moto para aproveitar o visual, de shorts e camiseta. Realmente consegui voltar e pagar o posto de gasolina, mas não voltei para casa aquela noite. Bem, voltei, mas somente 26 dias depois. A causa da batida ainda é confusa para mim, mas não o acidente e suas conseqüencias.
Acho que estava viajando a quase 160 km/h na rodovia, mas disse ao policial que estava entre 110 e 140 km/h. Você sabe os maus pilotos de motos esportivas são, e passei 2 veículos, mais um carro e um caminhão. O caminhoneiro notou como estava extremamente veloz, de acordo com o relatório policial, e foi ele quem me salvou. Desceu do caminhão para me ajudar, parando o veículo no meio da estrada. Como eu havia dito, apenas me lembro de deslizar, rolar e dar várias cambalhotas na estrada, sentindo diretamente na pele toda abrasão do asfalto. Percorri uns 90 metros, enquanto a moto se arrastou por mais de 180 metros. No caminho, bati minhas costas numa série saliências e sinalizações da estrada.
Acredite em mim, não subestime um acidente desses. Essa experiência mudou a minha vida. Enquanto eu estava na ambulância, minha pressão arterial baixou até 60/30, enquanto o normal é 120/80, e eu fui medicado com analgésicos por quase 3 semanas.
Eu sofri como um louco nestas 3 semanas, tanto por parte dos ferimentos quanto das cirurgias. Precisei de mais de 600 centímetros cúbicos de pele para os enxertos, provenientes de minha coxa esquerda e uma clavícula quebrada. 25 dias no hospital e 7 cirurgias. A maioria das cirurgias foram para trocar os curativos nos braços e pernas. Devido à dor de limpar minha pele, eu tinha de ser colocada para dormir com sedativos. Uma cirurgia era para cortar fora a pele morta, para inserir a pele enxertada. Eu nunca olhei realmente para minha clavícula, mas estava curando bem. Os médicos quiseram fazer todos os enxertos antes de tentar cuidar da minha clavícula.
Eu sei o que aconteceu de errado naquela noite, e não foi culpa da motociclesta. Eu fui complacente e IRRESPONSÁVEL. Nunca pilote sem equipamento, especialmente tentando quebrar o record de velocidade à noite nas auto-estradas.
A conta do hospital deu 45.892,66 dólares, talvez mais, e ainda bem que tinha convênio, mas vestir equipamento de proteção teria sido melhor que tudo isso que passei.
Na próxima vez que sair. pense no meu acidente, tenho certeza que todos vão usar equipamentos de proteção, e deixe para andar rápido num track-day. Muitas pessoas me mandaram emails dizendo que passaram a ter outra visão a respeito dos equipamentos de proteção. Pilote sempre equipado, nunca se sabe o que pode nos acontecer pelas estradas.
Obrigado à todos que me visitaram e me ligaram. Agradeço pelas orações de todos, certamente eu não teria sobrevivido sem vocês.
Para ler mais cartas que foram enviadas ao Chris Young (em inglês), visite o site http://www.cmyoung.com/bikewreck.html.























eu ando de capacete, calça e jaqueta, nunca cai, mas acho que isso ja da uma ajuda, ate rasta a jaqueta eu ja vo ta mtu mais devagar
é rapazeada! n pode vacilar, nunca achamos q vai acontecer esse tipo de coisa com agente,sou veterano em motos primeira moto comprei em 1985,+ sou um cara completamente diferente na moto depois do tombo que tomei em nov/2006 o mais feio pra mim(passando o natal e ano novo no hospital carnaval e etc, com 1perna nariz e 1braço quebrado(ainda tenho pino na perna e no braço, enxerto em uma das pernas e todo ralado)mesmo com equipamento,q foi oque salvo minha coluna e graças a DEUS n perdi nenhum movimento, eu nunca + vou correr, demorou um tempo pra me recuperar 100%,conclusao,vendi minha maquina 1100, ou oq sobrou do monte de ferro retorcido, e fiz promessas na cama do hospital.hj em dia eu ate ando de moto confesso q tenho medo ainda tenho marcas ate hj mais a mulecada de hj ou a pessoa q compra uma maquina dessas seja ela qual for desde pop 100 a 1300cc n corram nao abusem pq eu vivi uma trajedia e n quero q aconteca nem para meu pior inimigo pense na sua mae ou familia(q é mto +importante)pense em curtir com prazer, segurança.bom e é isso pq a vida é mto boa pra acabar morrendo atropelado, melhor morrer de velhice.
Rodrigo
Não era necessário ires de moto para ficares assim.
Já tive numa situação semelhante em 1994, quando me deslocava a mais de 140 km/h.
O que aprendi?
A ter muito mais cuidado com os outros. Avisar da minha presença com ponteiras com altos dbs. A utilizar alguma protecção desde que não colida com o meu conforto e prazer de conduzir uma moto. Em dias muito quentes >30º C, arrisco a camisa, mas sempre de luvas e capacete integral.
Boa sorte
Que foda, de que adianta gastar 50 mil numa moto e não ter equipamento, que no maximo da uns 6 mil.
de bermuda e camiseta
Eu também já me acidentei nas mesmas situações que ele e vc meu camarada, não é nada fácil.
Realmente quem anda de moto, seja ela qual for e não importando a velocidade, está cometendo um tremendo equívoco, pra não dizer ser um idiota completo.
Excelente matéria